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Posts Tagged ‘#becodorato’

Engraçado como nesse momento de eleição em que figuras como Bolsonaro são eleitas com um grande numero de votos , quando se aponta um novo ícone para uma nova política que se propões a ser mais limpa , de cara limpa sem barbas e pele de bumbum de nenê … Garotas do ABC  reaparece na minha memória e estabelece varias conexões com o que ta na mesa  .

A partir do ABC paulista , Carolos Reichenbach expõe as feridas pulsantes do Brasil  que os conservadores insistem  em esconder por de baixo de tapetes , jornais de grande circulação , rostinhos sem barbas e moças bem comportadas . Na mesa , a questão da mulher , sua representatividade ,  seu direito de usufruir de seu corpo , seus prazeres , desejos  e ambições  , ir e vir  sem precisar pagar pedágio , agradecer  , ser protagonista e auto suficiente sem a figura masculina ocupando um posto de gerencia que a represente .

A questão do negro , do imigrante , do nordestino … O individuo nascido no sudeste que por ser apenas isso , só isso , já se sente superior , acha que entende tudo … A policia , os justiceiros … Girando em seu carrossel de hipocrisias em que atos violentos são perfeitamente justificáveis , afinal , se pagou e não paga mais o revide faz sentido  e mesmo que não tenha sido esse o fato , convêm que seja, pois para aquele que olha para baixo de cima do pedestal da autoridade  olhar para alem do primeiro plano  pode ser problemático … O amor não permitido por valores pré estabelecidos  em contraposição  a necessidade de transgredir a partir do entendimento de que o Brasil  e um grande liquidificador e o brasileiro é um suco maluco que resulta da mistura de todos os tipos .

Contradições …

A qualidade da imagem ta bem ruim por conta do youtube , mas vale muito a pena assistir .

Reichenbach é um mestre e me lava a alma .

http://sandinoandre.wordpress.com/

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Como toda boa história a do Beco do Rato começa bem antes de seu nascimento, começa junto com as oficinas do Cinemaneiro em 2002 e embora naquela época o Beco não estivesse nos planos os processos disparados a partir daquela primeira oficina nos levou ao que chamaremos de pré-Beco ou Cinelcube Alma .

Em fevereiro de 2005 a iniciativa voluntária de três participantes do núcleo de produção Cine Maneiro – Josinaldo Medeiros do Complexo da Maré , Manaira Carneiro , da Comunidade Agrícola de Higianópoles e Leandro Bitencourt de Cidade de Deus, mais Frederico Cardoso, orientador e facilitador Cinemaneiro – em parceria com o Espaço Alma, deu origem ao Cinecube Alma . Algumas semanas depois ingressa no grupo André Sandino, vindo das oficinas realizadas na Cidade de Deus no fim do ano anterior.

Todos estávamos muito empolgados. O cinecube estava situado em um das áreas mais nobres do centro histórico do Rio de Janeiro, a Cinelândia e tinha o privilegio de ter nas proximidades prédios de referencia cultural e histórica como o Museu de Belas Artes , o Museu de Arte Moderna, a Biblioteca Nacional , o Teatro Municipal e o cinema Odeon. Sem contar que o espaço cedido era ótimo , com ar condicionado , cadeiras e todo o equipamento de projeção. Estava tudo perfeito para fazermos a exibição mas faltava algo: o público.

A divulgação era feita via web, filipeta, boca a boca, telefone… e nada do povo aparecer. Nos primeiros meses (era um cineclube mensal) achamos normal a ausência de público e continuamos insistindo sem obter sucesso. O espaço era acessível , o ambiente era ótimo e por que o público não comparecia? Seriam os longa metragens? Mudamos para curtas nacionais, fizemos algumas estréias e o público apareceu.

Porém , da mesma forma desapareceu sem deixar pistas.

 

 Seguimos assim e depois de muitas conversas e idéias mirabolantes percebemos que talvez fosse melhor deixar de lado o conforto da sala climatizada e desbravar a rua, pois já que o público não vem nós vamos a ele. E fomos nos aventurar em uma “ruazinha ” na Lapa chamada Moraes e Vale. Fomos ao encontro do nosso público .

A rua era habitada por travestis , bêbados , traficantes , cineclubistas , cineastas (nossa casa ficava ali , no numero oito , sede do Cinemaneiro e depois também da Cidadela ), pessoas humildes e , claro , os ratos , muitos ratos .

Alguns eventos já tinham tornado a rua conhecida anteriormente, no entanto a história havia se perdido em meio ao caos e descaso do poder público que deveria investir na requalificação urbana e não o fez. Era inaceitável ver a rua que abrigou Madame Satã e Manoel Bandeira agonizando – rua que era parte do Setor 1 do corredor cultural, projeto lançado há mais de uma década pela prefeitura do Rio de Janeiro.

Em outubro de 2005 iniciamos os trabalhos. Nossos dois principais objetivos: Abrir espaço para todos os realizadores de curta metragem (e documentários de qualquer tamanho) interessados em exibir suas obras a céu aberto, num clima agradável acompanhado da boa musica brasileira , o chorinho . E voltar os olhos para a revitalização da rua que hoje encontra-se reduzida a um único quarteirão, tendo seu restante sido descaracterizado, em estado de abandono há mais de cinqüenta anos com seu patrimônio histórico-cultural sendo depredado a cada dia.

Os contatos foram feitos. O deposito de bebidas 3M cederia as cadeiras e o equipamento de som, a Projecine (empresa de projeção cinematográfica) que também residia na rua cederia a tela , a TV comunitária da Maré chegaria junto com o projetor e o grupo musical Receita de Choro nos brindaria com sua bela harmonia e alegria em tocar .

Solicitamos filmes aos realizadores e o fato do Beco do Rato não praticar o que chamamos de curadoria predatória (todos os curtas e documentários que nos chegam, exibimos) nos aproximava dos realizadores e produtores do Rio e de outros estados.

Como não possuíamos verba nem para o correio, todos eram muito generosos ao nos enviar seus filmes por correio ou levavam na hora da exibição.

No inicio nossa divulgação era via e-mail, o que foi suficiente para gradativamente reascender o espírito boêmio adormecido daquele lugar.

Tínhamos boa musica, pessoas interessadas e interessantes e ótimos e surpreendentes filmes tendo como teto as estrelas – juntando tudo isso ao fato de sermos o primeiro cineclube da Lapa, bairro atraente por natureza e de levarmos ao conhecimento do público a história de mais um dos vários quarteirões abandonados pela cidade. Até mesmo o nome Beco do Rato foi um atrativo a mais, apesar de atacado por politicamente corretos de plantão.

Em nossos primeiros três anos de existência exibimos mais de 600 obras com um público de 400 pessoas em sessões semanais (quatrocentos era a quantidade de gente que conseguíamos contar).

Tornamos a rua conhecida e o nome Beco do Rato está estampado nos corações, copos, corpos e mentes de milhares de pessoas e há algum tempo ele é estampado na fachada do que antes era um deposito de bebidas e agora se tornou um importante bar carioca.

Apoiamos e fomos apoiados e talvez a mais visceral e importante parceria tenha sido com

os poetas – andavam falando poesias ao final de cada sessão de quinta, sempre já na madrugada, quando deixávamos o microfone aberto.

Articulamos com o bar e pronto. Às quartas, Ratos Di Versus, grupo que se formou ali – juntados por Dudu Pererê e Daniel – e hoje faz falação de poesia pelo mundo.

Com a força adquirida de forma despretensiosa o cineclube se tornou, ao lado do Cinemaneiro o principal projeto permanente da Cidadela (nossa nave mãe) nos dando visibilidade e ajudando na articulação de novos projetos .

O Cineclube, por principio, não estabeleceu uma relação financeira com o bar. Sempre fomos independestes e a nossa filosofia é a pluralidade, o livre acesso, a construção conjunta e colaborativa. Ingenuidade não nos faltou, orgulho de todo o processo nos sobra, o bar passou a se chamar Beco do Rato e para nós tudo bem, afinal é impossível desassociar uma coisa da outra – criamos raízes profundas.

Em 2008 criamos o festival ratoeira. Um festival de três dias na rua, que seguia a filosofia do cineclube: não praticava curadoria predatória e procurava abrigar a maior diversidade artística possível .

Poesia não nos faltou, cinema e musica tão pouco. Da ideia à realização foram apenas três meses, tudo feito na raça, no amor como se diz por aqui .

Recebemos cerca de 120 filmes de diversos pontos do pais dos quais três foram escolhidos e premiados por um júri cineclubista . Na ocasião a associação do Rio estava num excelente momento, a Ascine-RJ possuía muitos filiados e a possibilidade de realizar um circuito com os premiados era algo visto com bons olhos por todos.

Ao vencedor foi dado uma bela garrafa de cachaça, uma lata de filme 16mn quase vencida e um bom queijo além do circuito de exibição com os outros escolhidos.

O Ratoeira marcou nossa primeira saída do beco, migramos para a outra ponta da rua, o Beco dos Carmelitas e lá passamos um ano intenso dividido entre fazer filmes, ser cineclubista e ser cidadão cineclubista .

Nosso público mais fiel eram os travestis que faziam ponto na esquina com a Augusto Severo – as noites de quinta nos rendiam bons papos e a descoberta por muitos do formato curta metragem e o encantamento com um cinema que fala a sua língua e em alguns momentos reconstitui seu cotidiano.

Ali tentamos quebrar barreiras, sofremos criticas de antigos freqüentadores e amigos que não se sentiam a vontade em freqüentar aquele lugar, mas tudo faz parte de um processo e naquele momento nosso lugar era no Beco dos Carmelitas .

Em 2009 voltamos para o Beco do Rato. Junto conosco vieram apoios e patrocínio, pudemos então desbravar outros pontos da cidade através de um projeto de itinerância.

Agora realizávamos sessões as quintas no beco e em outros dias da semana articulávamos com parceiros. Nessa toada o primeiro lugar onde aportamos foi na Cidade de Deus, quadra do Coroado – Escola de Samba Local e uma parceria construída através do contato com o cineasta Rodrigo Felha que nos levou até a quadra e aos Arteiros (um importante grupo local).

Em 2010 entendemos que nossos pensamentos já não cabiam somente no nosso beco de origem. Nossa intenção ainda era juntar gente, oportunizar encontros e facilitar o acesso ao cinema e demais manifestações artísticas de forma livre e espontânea, mas percebermos que ali isso já não seria mais possível decidimos assumir de vez a faceta itinerante e nos colocamos a desbravar a cidade de peito aberto.

Na Cidade de Deus realizamos sessões quinzenais e da mesma forma se deu a entrada em Parque União, no complexo da Maré. Lá nosso contato era a associação de moradores que nos indicou o CieP César Perneta aonde também realizamos sessão quinzenais. A partir dai percebemos que nossa filosofia deveria ser ampliada era fundamental, ser maleável, ser como água.

 

Paralelo às ações em comunidade foi encampado por Frederico o braço infantil do cineclube. Pai há pouco tempo, Fred cria o Berço do Rato, cineclubinho que funcionava na praça do lado de fora do teatro Ziembiski na Tijuca, sempre nas manhãs de Domingo acompanhado pelo coletivo Milongas que realizava atividades de contação de historia e teatro infantil.

A partir dessa iniciativa vieram as parcerias com DEGASE-RJ que lida com menores em situação de conflito com a lei, Coletivo Lobo Guará da Ilha do Governador o aprofundamento das ações no Complexo da Maré que culminou com a criação do programa Cinema & Rock realizado na subida da Baixa do Sapateiro e outros, inclusive as novas edições das Oficinas Cinemaneiro, com outra roupagem e conceito reformulado.

 Na Baixa (ou morro do Timbau – essa divisão é meio confusa mesmo) nos deparamos com uma grande quantidade e diversidade de bandas de rock, uma cultura forte no local, embora pouco articulada, mas que possui grupos com muitos anos de estrada e um público fiel dentro da própria comunidade. Não criamos esse ambiente, ele já existia mas nos sentimos orgulhosos em poder contribuir com a sua potencialização (o espaço que ocupamos mensalmente é um lugar de livre circulação para moradores de toda Maré que, como sabem, é dividia por diferentes facções).

O Cinema & Rock é realizado na rua como forma de intervenção urbana, ocupação cultural do espaço público oportunizando a convivência artística e o encontro de diferentes expressões: Cinema, fotografia, musica, poesia, performances e tudo mais que aparecer no dia, na hora cabem ali – na média somos 115 pessoas uma sexta por mês em uma confraternização espontânea, feliz e amorosa envolta por arte e esperança .

É assim que o Beco do Rato termina o oitavo ano. Como começou , na rua juntando gente de forma desorganizadamente organizada, igualzinho ao inicio só que em um lugar diferente. Rodamos a cidade, mudamos de formato, assumimos que não temos um formato, mas fortalecemos nosso conceito e filosofia de vida cineclubista.

 Ainda lotamos ruas, ainda articulamos alegria, pessoas e arte.

 

Resumindo tudo, esses foram os oito anos de Cineclube Beco do Rato.

Entre 2005 e 20012 fizeram e fazem parte do processo e pensamento de organização do cineclube:

Frederico Cardoso, Josinaldo Medeiros, Manaira Carneiro, André Sandino, Cristiano Moraes, Christian Santos, Viviane Ayres, Fabiana Farias, Bruno Dourado, Raphael Freire, Vanessa Junqueira, Leonardo Oliveira, Dario Goularte, Kelly Santos, Alexandre Mizhai, Veridiana Cardoso, Thiago Sisto, Henrique Gomes, Jefferson Souza, Samuel Chuenque e milhares de pessoas que frequentaram, programaram, criticaram, estimularam nossas sessões ao longo desses oito anos.

 

André Sandino

Josinaldo Medeiros

Frederico Cardoso

 

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Da timidez ao enlouquecido do mato .

Será o fanatismo religiosos a salvação de todos os furiosos, reprimidos ?
Mergulhando de forma cataldiana no universo libertador do carnaval carioca , um chiste , um estalo , uma crise se instaura no choque entre a necessidade do contato acompanhada de liberdade excessiva com aroma de desejo e a auto repressão que matem o indivíduo travado dentro de sua bolha de segurança.
Caros , ignorem os paraquedas pois é carnaval .
Canalhas !!! Sejam felizes pois é carnaval .

Beco online dessa semana
Criptorquidias Carnavalescas
Rá!!

 

O Cineclube Beco do Rato é filiado a Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro (Ascine-RJ ) e ao Conselho nacional de cineclubes brasileiros )

E uma realização da associação Cidadela , Arte , Cultura e Cidadania .

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Dia sete de dezembro realizamos a ultima edição de 2012 da nossa experiencia audiovisual mais cinestésica desse ano . Com o calendário Maia na parede , Maia mesmo pois tinha uma foto do grande Tim sobre as fileiras de datas, ainda em novembro montamos essa edição que era pra ser como todas as anteriores portanto , algo que superasse as expectativas e tenho alegria em dizer que conseguimos .

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Abrimos a noite com os Vulcânicos : efusiva banda do underground carioca capaz de deixar a plateia mais gelada pegando fogo . Em seguida exibimos o curta metragem Saudades do Sol de Thiago Rodrigues , paramos para enformes enquanto a Cretina se arrumava em nosso palco imaginário para mais uma apresentação repleta de energia , a banda é uma especie de dínamo , só vendo ao vivo pra ter uma ideia …

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(Os Vulcanicos )

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Abrimos a noite com os Vulcânicos : efusiva banda do underground carioca capaz de deixar a plateia mais gelada pegando fogo . Em seguida exibimos o curta metragem Saudades do Sol de Thiago Rodrigues , paramos para enformes enquanto a Cretina se arrumava em nosso palco imaginário para mais uma apresentação repleta de energia , a banda é uma especie de dínamo , só vendo ao vivo pra ter uma ideia …

fechamos a noite com uma clássica banda local da Maré , a D’loks : banda bastante antiga da na área que conta com um talentoso guitarrista virtuoso mescla seu trabalho autoral com clássicos do rock passeando pelo harde e o metal .

Os planos para 2013 são muitos , o Cinema & Rock se mostrou um Dínamo que gera energia agregadora ,positiva , e novas possibilidades .

Um grande novo ano para todos nós .

Visite nossa fanpage :

https://www.facebook.com/cinemaerock

https://www.facebook.com/cineclubebecodorato

 

O Cineclube Beco do Rato é realizado pela Cidadela , Arte , Cultura e Cidadania .

É filiado ao Conselho nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC) e a Associação de cineclubes do Rio (Ascine-RJ)

 

A. Sandino

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CARTAZ-CINEMA-E-ROCK-07-12

Caros , dia sete de dezembro sexta feira realizaremos o ultimo Cinema 7 Rock de 2012 .

serão três filmes e três bandas + DJ colaborativo e o que mais couber . Venha porque vai ser uma festa .

 

Pra chegar no Largo Quarto Centenário na Maré basta entrar na rua do posto de gasolina da passarela oito da Avenida Brasil , seguir a rua ate a subida do morro , dobrar a esquerda no colégio municipal e pronto , você está em casa .

 

O Cinema & Rock faz parte do programa de itinerância do Cineclube Beco do Rato .

O Beco do Rato é filiado a Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro (Ascine-RJ) e ao Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC)

 

 

 

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Na ultima sesta feira, 26 de outubro de 2012 realizamos a sessão itinerante que fechou o mês de aniversario do Beco do Rato. Oito anos, oito anos de cineclubismo não é pouca coisa, relembrando rapidamente me vem a cabeça as noites de quinta feira em que a rua Moraes e Vale na Lapa ficava abarrotada de gente para as sessões de cinema com choro , do encontro entre os poetas que gerou o Ratos di  Versos , o incontável numero de cineastas e artistas visuais que exibiram seus filmes  ,dos encontros espontâneos e seus desdobramentos ,os debates políticos na rua em época de eleição ,  dos flertes  e da energia incrível que pairava sobre aquela rua entre as 22h de quinta e as 4 da manhã de sexta .

Após os anos iniciais veio a possibilidade de expandir os horizontes de se reinventar , nos tornamos itinerantes e entendemos que muitas vezes na vida é preciso ser como a água , é preciso ser maleável e dessa forma vieram os encontros que nos proporcionaram  um aprendizado de valor incomensurável  ,  as exibições em Cidade de Deus na Quadra do coroado com o pessoal dos Arteiros , a passagem pelo Colégio Estadual César Perneta  , as exibições infantis em Jacarepaguá ,o Berço do Rato tocado por Frederico Cardos , o cara que plantou essa sementinha mágica em nossas cabeças e que durante anos foi o frontman da banda  , o encontro com o DEGASE-RJ e a realização do ciclo de exibições com palestras em unidades para menores em situação de conflito com a lei , o encontro com a Maré e a invenção do Cinema & Rock , Alias nada nessa vida  de cineclube andante era mais óbvio  do que a criação desse programa na subida do morro do Timbau , no bar do Zé Toré  , afinal boteco faz parte do nosso DNA , transgredir da nossa filosofia e Rock n Roll é sobretudo transgressão , pelo menos na nossa concepção .

Sexta foi dia de Catarse!

Todos os presentes estavam à-vontade, espalhados pela rua, éramos 116 pelas minhas contas em uma noite em que assistimos bons filmes, boas bandas , DJs colaborativos , romances , papo sobre política , música , cinema , vida em geral …  Foi lindo, antigos e novos amigos embalados pelo som experimental  da Jam Jubiloso Caos , o Rock vigoroso e político  da banda Levante , a catarse sonora promovida pela Trash no Star  e o rock sereno multi influenciado do Café frio .

A noite foi incrível e só foi possível porque todos estavam lá.

Um grande abraço aos que foram aos que não puderam estar presente, aos que estiveram em pensamento.

Cinema & Rock é cinema para os olhos, ouvidos e alma .

Fotos da sessão:

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Em nossas redes você encontra mais informações , fotos e vídeos .

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O cineclube Beco do Rato é realizado pela Cidadela , Arte ,Cultura e Cidadania .

É viabilizado por meio de lei de incentivo municipal .

É Filiado a Ascine-RJ , Associação de cineclubes do Rio de Janeiro  . E ao CNC –Conselho nacional de Cinecubes   brasileiros .

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Beco do Rato

 

Nosso perfil já estourou a capacidade de amigos então criamos uma pagina no facebook . Vai lá e participa .
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