Belo passo foi dado na sexta, 28/10 aqui no Rio durante a Seda .

Sede do STIC, como sempre bem recebidos pelo seu presidente Chacra, iniciamos uma mesa redonda rica e extensa.
Ainda bem.
Primeiro sinal de que a coisa desembocaria num final aglutinador, convergente.
Um final que é na verdade o início.
Parlamentares presentes – Molon (dep. federal), Paulo Messina (vereador, presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Vereadores, acompanhado do seu assessor Edu), Robson Leite (dep. estadual, presidente da Comissão de Cultura da ALERJ e da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Democratização da Comunicação e da Cultura com Participação Popular, acompanhado pela assessora Patrícia) – representantes dos mandatos da dep federal Jandira (Luisa) e do vereador Reimont (Suelyemma), gerente e coordenadores do CTAv/SAv (Liana Corrêa, Rosângela Sodré e Renato Costa), o presidente da Riofilme, Sérgio Sá Leitão e a coordenadora do NPD RJ (vinculado à Secretaria de Ciência e Tecnologia de Niterói) Raquel Dias.
Da sociedade civil, Movimento EcoSol, PCult, ASCINE-RJ, ABDeC-RJ, Pontos de Cultura, Circuito Fora do Eixo.
De certeza, temos que nos unir e este pacto foi feito.
De certeza, temos que descobrir, a partir das naturezas das atividades e dos locais de onde cada ator falou, quais as nossas convergências.
Tratemos delas em primeiro lugar e depois vamos lapidando, entortando, driblando as divergências, de forma que os avanços aconteçam passo a passo.
O primeiro passo deve ser um grande Fórum Audiovisual RJ.
Todos concordaram com isso.
Depois, linhas de ação definidas, a criação de uma agenda comum de trabalho é o desdobramento.
Todos juntos.
Abaixo, o texto coletivo lido na abertura da rodada e os atores pensados aos quais devem se somar aqueles que pensarmos daqui pra frente.
Crescer o bolo é preciso, mais orçamentos são necessários, mais comprometimento com a Cultura é imprescindível.
A Cultura é a Mãe.
ARTICULANDO O PÓS-MERCADO INDUSTRIAL SUSTENTÁVEL
A revolução digital está em curso e o sertão já virou mar.
As mudanças estruturais, de ordem econômica e social ocorridas no mundo nas últimas décadas descortinaram uma série de modelos alternativos ao tradicional de relação capitalista/fordista de trabalho, tão intensos quanto democráticos, inclusive no sentido de conviverem com o modelo tradicional.
A exemplo do setor da música – que vive as transformações não só tecnológicas, mas sociais há mais tempo – o audiovisual vive o seu momento de aparecimento de novos paradigmas.
Logo os cineclubes e demais atividades de exibição alternativas ao convencional mercado exibidor estarão em maior número e mais capilarizados e enraizados por todo o país (no Rio de Janeiro, numa conta rápida, sabemos que são mais de 300 cineclubes contra 270 salas comerciais, que podem trabalhar num esquema de complementaridade saudável).
As distribuidoras independentes brasileiras surgem a olhos vistos e algumas atuam numa faixa de pós-mercado industrial em formação, dando circulação a toda diversidade de filmes produzida e trazendo à luz um publico até então invisível e ainda invisível oficialmente.
Equipamentos considerados caseiros, cada vez de mais alta qualidade, permitem que mais e mais pessoas tornem-se realizadores e que as equipes se constituam de formas e tamanhos dos mais diversos.
As janelas de exibição se multiplicam, para além das salas de cinema e TV.
Há uma série de agentes, antes entendidos como não-econômicos, que nos últimos tempos vêm se firmando como protagonistas da construção deste pós-mercado industrial.
Para o incremento, a sustentabilidade, a perenidade destes modelos (ou seja, impulsionar e implementar novos e inovadores modelos de desenvolvimento), é preciso entender e incentivar características como:
1. Cooperação: existência de interesses e objetivos comuns, a união dos esforços e capacidades, a partilha dos resultados e a responsabilidade solidária;
2. Autogestão: promover entre os diversos atores práticas participativas de autogestão nos processos de trabalho, nas definições estratégicas e cotidianas dos empreendimentos, na direção e coordenação das ações nos seus diversos graus e interesses;
3. Dimensão Econômica: é uma das bases de motivação da agregação de esforços e recursos pessoais e de outras organizações para produção, beneficiamento, crédito, comercialização e consumo;
4. Solidariedade: a justa distribuição dos resultados alcançados; as oportunidades que levam ao desenvolvimento de capacidades e da melhoria das condições de vida dos participantes; o compromisso com um meio ambiente saudável; as relações que se estabelecem com a comunidade local; a participação ativa nos processos de desenvolvimento sustentável de base territorial, regional e nacional; as relações com os outros movimentos sociais e populares de caráter emancipatório; a preocupação com o bem estar dos trabalhadores e consumidores; e o respeito aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.
Da mesma forma, há uma diversidade de medidas que colaboram diretamente para o fortalecimento e plena atividade destes protagonistas:
1. Articular cadeias produtivas, ampliando a produção, distribuição e consumo dos produtos por meio de arranjos criativos locais;
2. Formação, assistência e assessoria adequadas ao desenvolvimento através de programas e projetos governamentais;
3. Criar e manter um Sistema de Informações e Interatividade, ampliando e atualizando periodicamente suas informações, promovendo um ambiente de sinergia entre os participantes;
4. Valorizar a dimensão acadêmica da extensão universitária como ferramenta relevante para o fortalecimento e consolidação dos empreendimentos.
Os protagonistas do pós-mercado industrial sustentável pesquisados e pensados até o momento são:
Secretaria Municipal de Educação da Capital / MultiRio:
Secretarias Municipais de Educação:
Secretaria de Estado de Educação:
Lan Houses e Telecentros Comunitários:
Secretarias Municipais e Estadual de Ciência e Tecnologia:
Riofilme:
SEC RJ:
Secretarias e Departamentos de Cultura municipais:
NPD RJ:
Universidades e Institutos Federais(Forcine / Socine / Forproex):
. UFRJ
. UFF
. UERJ
. Cefets
Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro (ASCINE-RJ):
Mostras e Festivais Fluminenses em articulação com o Fórum Nacional dos Organizadores de Eventos Audiovisuais Brasileiros (Fórum dos Festivais)
Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas do Rio de Janeiro (ABD-RJ):
Comissão Audiovisual do Fórum Estadual de Pontos de Cultura:
STIC:
Associação das Distribuidoras Brasileiras (ADIBRA):
Emissoras de Televisão:
Abepec, ABPITV, ABTU, ASTRAL, ABCcom
Movimento Social Partido da Cultura:
Circuito Fora do Eixo:
Movimento Economia Solidária:
Sistema S:
Firjan:
Comissões Parlamentares Estadual e Municipal (na capital de Educação e Cultura):
Frentes Parlamentares Estadual e Municipal (capital):
Centro Técnico Audiovisual:
Associação Amigos do CTAv:
Representação Regional do MinC:
Riofilm Comission:
ABRACI:
Cases a serem estudados e estadualizados ou alvo de propostas de parceria:
Olhar Brasil/SAv:
No RJ, o Núcleo de Produção Digital tem potencial para se tornar espaço de convergência do pensamento e da produção audiovisual do estado. Aqui, a parceria é com a Secretaria de Ciência e Tecnologia de Niterói, mas o NPD deve estar à disposição de todo o estado, incluindo a capital e tem a ABD como integrante do seu comitê gestor.
Programadora Brasil/SAv:
O principal catálogo de filmes brasileiros de todos os tempos (em qualidade e quantidade) não deixa faltar conteúdo para as telas do Brasil. De acordo com a orientação da SAv e seu planejamento, pode ter seu trabalho potencializado, de forma que expanda seu foco para além do circuito não-comercial. A Riofilme poderia se espelhar na Programadora ou até mesmo ser parceira da PB, montando programas de curtas do RJ para serem disponibilizados e se responsabilizando pela distribuição para outras janelas que a PB não ataca (celulares, internet, salas comerciais, locadoras). Outra proposta é que a Riofilme se uma às distribuidoras independentes do RJ, potencializando a distribuição dos seus catálogos e criando uma gestão colaborativa que permita otimização de recursos e maior alcance.
Cine Mais Cultura/SAv:
100 cineclubes implantados no estado do RJ, em contato com os 20 outros cineclubes não contemplado e, via ASCINE, em contato com as 200 escolas da capital com cineclubes implantados (320 cineclubes mapeados de um universo certamente maior).
Cinema Perto de Você/ANCINE: Participação na construção do Cinema Perto de Você e ajustes necessários (inclusive garantindo espaço razoável para a produção nacional, inclusive curtas e docs)e a partir da In 63, construção de meios que fomentem a atividade cineclubista e a produção de curtas e docs, pensando no pós-mercado industrial.
Frederico Cardoso
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